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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Moção sobre a reformulação da Portaria do Processo Transexualizador no SUS e a despatologização das identidades trans

23 de setembro de 2013 às 18:10
Nós, pesquisadorxs, ativistas, profissionais de diferentes áreas e pessoas que protagonizam experiências trans na diversidade das mesmas, presentes na mesa ampliada no dia 15 de agosto de 2013, durante o Seminário Internacional Desfazendo Gênero: subjetividade, cidadania e transfeminismo, realizado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) entre os dias 14 e 16 de agosto de 2013, vimos por meio desta declarar nosso posicionamento acerca da revisão da Portaria MS/SAS Nº 457/2008, no que tange à elaboração das linhas de cuidado e a temática da despatologização das identidades trans.

As identidades trans são expressões legítimas do ser humano, dentro de uma diversidade de modos de ser. Portanto, repudiamos a alocação das identidades trans como patologias, no que concordamos com os Princípios de Yogyakarta e a campanha internacional Stop Trans Pathologization[1].

A patologização e psiquiatrização das identidades trans geram uma série de discursos e práticas que acabam por deslegitimar a autonomia das pessoas trans sobre suas identidades e corpos. Compreendemos então que:

  1. A obrigatoriedade da psicoterapia fere o direito à autodeterminação das pessoas trans, desse modo, reivindicamos ao Ministério da Saúde a possibilidade de escolha. Em nenhum momento desqualificamos a importância da psicoterapia no processo de transexualização/transgenerificação, porém enfatizamos esta como mais uma possibilidade e não como um processo de compulsoriedade;

domingo, 3 de março de 2013

Transexual pode se descobrir já na primeira infância, dizem especialistas

Criança deve ter avaliação psicológica, e pais precisam dialogar com escola.
Caso de garoto de 6 anos que se vê como menina ganhou destaque.



A identificação com o sexo oposto e o eventual desejo de uma pessoa em assumir uma nova identidade de gênero começa geralmente na primeira infância, entre os 4 e 6 anos de idade, segundo o psicólogo clínico e psicanalista Rafael Cossi, autor do livro "Corpo em obra", lançado em 2011 após análise de seis biografias de transexuais.
Na última semana, o G1 publicou a história do menino americano Coy Mathis, de 6 anos, que se identifica como menina e é aceito pelos pais, mas tem tido problemas na escola ao querer usar o banheiro feminino. Segundo a família, Coy age assim e brinca com bonecas desde que tinha 1 ano e meio.

Coy brinca em sua casa em Fountain, Colorado, na segunda-feira (25) (Foto: Brennan Linsley/AP)Coy brinca em sua casa na cidade de Fountain, Colorado, na segunda-feira (25) (Foto: Brennan Linsley/AP)
"Nessa idade, ainda não dá para falar se a criança será um transexual no futuro. Isso porque não se sabe até que ponto ela só está brincando de se comportar como alguém do outro sexo ou se esse já é um indício de transexualidade", diz.
Transexual é a pessoa que tem um transtorno mental e de comportamento sobre sua identidade de gênero, ou seja, nasce biologicamente com determinado sexo, mas se vê pertencente a outro e cogita fazer tratamentos hormonais e cirurgia para mudar o corpo físico. Ao contrário do que já acreditaram psicanalistas no passado, esse não é um caso de psicose, com alucinações e delírios, defende Cossi.
Brincadeira de criança – ou não
De acordo com o psiquiatra Alexandre Saadeh, coordenador do Ambulatório de Transtornos de Identidade de Gênero e Orientação Sexual do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (HC) em São Paulo, casos como esse sempre existiram, e é importante diferenciar uma simples brincadeira de um comportamento constante.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

TRANSEXUALIDADE E SAÚDE PÚBLICA NO BRASIL





Nós, profissionais  médicos urologistas, endocrinologistas e cirurgiões, psiquiatras,
psicólogos e psicanalistas, profissionais das diversas  áreas  da saúde, desembargadores,
operadores do direito, professores de Medicina, Bioética, Psicologia e Direito, representantes de
Conselhos e Comitês  Nacional, Estaduais e  Regionais, Coordenadores Nacional de Saúde
Mental e de Procedimentos de Alta Complexidade do MS, representantes de movimentos sociais
de transexuais do Brasil, usuários, estudantes de Psicologia, Medicina e demais áreas da saúde e
estudantes  de Direito, reunidos  por ocasião da Primeira Jornada Nacional  sobre
“Transexualidade e Saúde: a assistência pública no Brasil”, promovida pelo Instituto de
Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e pela Coordenação de Saúde
Mental do Ministério da Saúde, realizada nos dias 9 e 10 de setembro de 2005, na Universidade
do Estado do Rio de Janeiro, para analisar e discutir a questão da transexualidade em todos os
seus aspectos e garantir um compromisso ético  nacional, regional e local para aumentar a
coordenação  e intensificar as iniciativas locais e nacional para o tratamento  e assistência da
transexualidade, e profundamente preocupados com a qualidade de vida dos indivíduos
transexuais e sua saúde mental e física e integridade, discutimos os seguintes temas:
1- Transexualidade e Saúde: aspectos históricos, políticos e sociais;
2- O atendimento psicológico e psiquiátrico: diagnóstico e tratamento;
3- A complexidade da terapia hormonal;
4- Aspectos cirúrgicos da Transexualidade;
5- Efeitos éticos e jurídicos da transexualidade; seguidos de uma plenária final.
A referida discussão resultou neste documento, que RECOMENDA:
1º A imediata convocação do grupo de trabalho previsto na Portaria nº 880, de 13 de maio de
2004, do Ministério da Saúde, para a formulação de propostas de Política Nacional de Saúde
para a população de gays, lésbicas, transgêneros e bissexuais.
2º O incentivo, a organização e a sistematização de serviços interdisciplinares para o
atendimento a transexuais na rede pública no Brasil.
Transexualidade_e_Saúde_Pública_no_Brasil_documento_final.doc
Página 1 de 4
SET/OUT 2005 3º A realização de um levantamento de todos os serviços que atendem essa clientela, visando:

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

O que esperar dos hormônios




Testosterona faz você ganhar massa muscular e perder gordura. Estrogênio faz o oposto, fazendo você perder massa muscular e ganho de gordura.

No geral, os efeitos dos hormônios diferem muito de pessoa para pessoa. Algo que pode acontecer rapidamente para uma pessoa, pode levar mais alguns meses para a outra, ou até mesmo não acontecer nada. Algumas meninas tem a gordura redistribuída de forma diferente, algumas meninas terão crescimento de seios que são normais para o seu quadro, alguns até maiores e outros menos do que a média para os seus quadros. Mas como uma diretriz, não espere nada. Apenas permita-se a aceitar e apreciar as mudanças que você conseguir!

Muitas trans sentem-se frustradas com o ritmo lento das mudanças provocadas pelo tratamento hormonal. Às vezes se esquecem que na puberdade as mudanças físicas levam alguns anos, doses mais elevadas de hormônios não necessariamente produzem resultados melhores ou mais rápidos. Por exemplo, a forma da mama de mulheres genéticas adultas só é alcançado após vários anos de exposição ao estrogênio durante a puberdade, e elas têm tamanhos muito diferentes de mama. É semelhante para as mulheres trans, algumas das quais nunca vão desenvolver nada mais do que seios muito pequenos. Aliás estrogênio em excesso é convertido em testosterona e pode cegar os receptores de estrogênio.

Hormônio de um sexo não vai, diretamente, desfazer algo que o hormônio do outro sexo fez. Então não espere que eles mudem a sua voz ou a estrutura óssea, pois isso não é papel do estrogênio, se bem que as mudanças psicológicas podem influenciar no modo de falar....

Possíveis riscos

Toda a medicação tem efeitos colaterais, e algumas pessoas podem ter reações adversas sérias. Você precisa estar ciente dos possíveis riscos antes de decidir iniciar o tratamento.
Os riscos mais graves quando os estrogênios tomar são:
Trombose
Trombose venosa profunda (TVP)
Embolia pulmonar (bloqueio de um vaso sanguíneo nos pulmões)
Alteração da função hepática.
Alguns casos de câncer de mama e de próstata em pessoas transexuais MTF têm sido relatados na literatura. Há vários estudos que sugerem que a terapia com estrogênio não aumenta o risco de câncer de mama no curto prazo (< 20 -30 anos).

O que os hormônios prometem?

Infelizmente, há pouca pesquisa sobre o uso de hormônios sexuais em transexuais. A orientação portanto é, que seja utilizado de forma flexível, atendendo às suas necessidades específicas e mantendo o risco para sua saúde o mais baixo possível.

Logo abaixo está uma tabela com o tempo médio de desenvolvimento das características induzidas pelos hormônios:

EfeitoComeçoMáximo
Redistribuição da gordura corporal3 a 6 meses2 a 3 anos
Diminuição da massa muscular / força3 a 6 meses1 a 2 anos
Amolecimento da pele / diminuição da oleosidade3 a 6 mesesDesconhecido
Diminuição da libido /desempenho sexual1 a 3 meses3 a 6 meses
Diminuição das ereções espontâneas1 a 3 meses3 a 6 meses
Disfunção sexual masculinaVariávelVariável
O crescimento dos seios3 a 6 meses2 a 3 anos
Tamanho reduzido dos testículos3 a 6 meses2 a 3 anos
Produção reduzida de espermatozóidesDesconhecidoMais de 3 anos
Redução do crescimento de pelo terminal6 meses a 1 anoMais de 3 anos
CabeloNão rebrota-
Alterações de vozNenhum-


Lembre-se que isso só é uma média, nem todas as pessoas reagirão da mesma maneira.

Monitoramento

Uma coisa muito importante é fazer exames regularmente, pois assim é possível tanto ajustar os níveis de hormônios às suas necessidades quanto checar a sua saúde.
Avaliar a paciente a cada 2-3 meses no primeiro ano e depois 1-2 vezes por ano, depois de monitorar os sinais apropriados de feminização e para o desenvolvimento de reações adversas.
Exame de testosterona e estradiol séricos cada 3 meses.(testosterona deve ser menor que 55 ng/dl e estradiol deve ser menor que 200 pg/dl.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

TRANSGENITALIZAÇÃO : Masculino para o Feminino




FAÇA DOWNLOAD DESTA MATÉRIA COMPLETA EM ARQUIVO WORD

Essa é uma das técnicas de operação


Técnica de Y ® W de Carlos Cury


INTRODUÇÃO



O hospital de Base da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, desenvolveu técnica cirúrgica própria em função da experiência adquirida ao longo de 20 casos operados. O método é mais uma inovação em relação as técnicas existentes, racionaliza a cirurgia com uma abordagem menos agressiva nas incisões perineais e órgãos genitais, possibilita a execução do procedimento cirúrgico em 1 tempo só, por vezes evitando até a correção de pequenos ajustes quase sempre necessários nas técnicas convencionais.



TÉCNICA CIRÚRGICA



Como toda técnica cirúrgica perineal a colocação do paciente na mesa cirúrgica é fundamental tanto para a exposição da região a ser operada como para facilitar o trabalho da equipe cirúrgica que necessita sentir-se confortada para suportar cirurgias de tempo prolongado.



A posição cirúrgica mais adequada é a de litotomia extrema onde a região perineal fletidaparalela ao piso graças ao uso de coxins na região sacral. (Fig.1)



Esta posição forçada pode causar pressão nos pés, pernas e ombros que devem portanto seremprotegidos com almofadas para evitar compressões nervosas e vasculares podendo levar problemas sérios tanto vasculares como nervoso no pré e nos pós operatório.







1



2




A anestesia mais recomendada é a anestesia peridural ou raquidiana de efeito prolongado. Na posição cirúrgica o cirurgião irá desenhar com tinta colorida os triângulos anal, urogenital rafemediana, base do pênis e zona suprapúbica como referência para seu plano cirúrgico.

(Figuras 2, 3, 4, 5 e 6)

domingo, 16 de setembro de 2012

Diferenças Brasil vs Inglaterra Início do Tratamento Hormonal



Existem diversas diferenças entre o Brasil e o Reino Unido com relação ao transexualismo e ao processo para se iniciar o tratamento hormonal. Muitas vezes, nós brasileiros tendemos a achar que os processos brasileiros são piores e mais demorados do que em países de primeiro mundo. Vários FTMs brasileiros demoram anos para conseguir iniciar o tratamento hormonal devido à falta de informação dos profissionais e à burocracia.

Contudo, esse tipo de problema também acontece no Reino Unido. O sistema de saúde público também é demorado e muitas vezes existem filas de espera de mais de 1 ano para se conseguir a primeira consulta com um psiquiatra especializado em transexualismo. Além disso, os profissionais que não sao especializados em transexualismo normalmente desconhecem totalmente os processos que devem ser seguidos para se iniciar o tratamento hormonal através do sistema de saúde gratuito.

A principal diferença entre o Reino Unido e o Brasil nesta questão é que, normalmente, quando a pessoa tem uma condição monetária suficientemente boa para iniciar o tratamento hormonal em clínicas particulares, é possível iniciar o tratamento muito mais rapidamente do que pelo sistema de saúde gratuito. Já no Brasil, é difícil encontrar clínicas particulares especializadas em transexualismo (especialmente para FTMs) e a tentativa de se iniciar o tratamento obtendo consultas particulares com psicólogos ou endocrinologistas pode até fazer com que o início do tratamento demore mais, ao invés de ser mais rápido.

Mudança de Nome e Sexo/Gênero

As diferenças entre o Brasil e o Reino Unido quanto à mudança de nome e sexo são bastante grandes. No Reino Unido, é muito mais fácil trocar o nome e sexo do que no Brasil.

No Reino Unido:

Para se mudar inicialmente o nome e o gênero, não é necessário ter realizado nenhuma forma de tratamento ou cirurgia. Com uma simples declaração (statutory declaration) ou um contrato (deed poll) é possível mudar o nome e título (Mr./Ms./Mrs./Miss) em documentos como carteira de motorista, passaporte, dentre outros. Contudo, não é possível mudar a certidão de nascimento. Após 2 anos desta mudança inicial, é possível obter uma certidão de reconhecimento de gênero (Gender Recognition Certificate), desde que a pessoa tenha sido diagnosticada como tendo distúrbio de identidade de gênero. Não é preciso ter realizado nenhuma forma de tratamento hormonal ou cirurgias para obter esta certidão. Após a obtenção desta certidão, é possível trocar o sexo na certidão de nascimento. Contudo, recomenda-se que se coloque o sexo de nascenca ao preencher alguns poucos tipo de formulários,  como por exemplo o de seguro de saúde, para evitar quaisquer problemas em obter algo do seguro quando necessário.

No Brasil:

Para se mudar o nome e sexo no Brasil, é necessário entrar com um processo na justiça. Hoje em dia, já existem casos de FTMs que conseguiram mudar o nome e sexo após estarem com aparência bem masculina, ter realizado histerectomia, ooforectomia e mastectomia/ginecomastia, mas não necessariamente a cirurgia genital, alegando que esta cirurgia ainda é totalmente experimental e muitas vezes não apresenta resultados satisfatórios, além da fila do  SUS ser muito grande para realizá-la. Infelizmente não há leis específicas a respeito da troca de nome e sexo para transexuais no Brasil e o processo pode levar anos (por exemplo, 3 anos) na justiça. Contudo, ainda estamos melhores que outros países, em que é necessário se realizar a cirurgia genital para conseguir mudar de nome e sexo!!

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Como Desenvolver Uma Voz Feminina





Por Melanie Anne Phillips
Texto em inglês - http://heartcorps.com/journeys/voice.htm
Tradução do original em inglês de Betina Edelmann


Nada chama tanta atenção quanto uma voz que não combina com a aparência. Muitas transexuais, travestis, CDs (crossdressers) vestem-se divinamente e assemelham-se a deusas... até abrirem a boca. De repente, apesar da graça e curvas elas se transformam em caminhoneiros, ou algo parecido, diante dos olhos das outras pessoas. Pode ser que as roupas façam o homem, mas é a voz que faz a mulher.

É essencial para quem é CD ou TS (transsexual) desenvolver uma verdadeira voz FEMININA – e não simplesmente uma voz afeminada. Quando comecei minha transição tinha de me preocupar com eletrólise, "hominismos" (maneiras masculinas de se comportar) mas era a voz que eu acreditava ser o maior obstáculo.

Como a maior parte das pessoas tentei simplesmente afeminar minha voz amaciando-a. Tentei elevar meu tom artificialmente chegando naquele falseto horrível que forma o estereótipo do travesti marcando-o como caricatura ao invés do que ele realmente é. Cheguei mesmo a considerar a cirurgia de cordas vocais a última alternativa.

A cirurgia vocal me deixava receosa. Eu tinha uma voz bonita, gosto de imitar vozes e gostava de parecer dramática quando falava. Mas o pensamento de ser descoberta a cada vez que pronunciasse uma palavra foi suficiente para considerar uma cirurgia vocal, mesmo sabendo que alguns dos resultados que ouvi não terem sido muito convincentes e ter ouvido histórias horríveis daqueles que perderam completamente suas vozes em função de tais cirurgias.

Eu já tinha me resignado a correr este risco quando deparei-me com algo, totalmente por acaso, que mudou drasticamente minha carreira e meus relacionamentos: aprendi a ter uma voz feminina.

Repare que não disse "falar como mulher" e sim "ter uma voz feminina". Isto porque o segredo que descobri não está na maneira de falar e sim na de ser ouvida. Naquele dia (como em vários outros) experimentei fazer vozes diferentes às vezes tentando parecer uma adolescente estridente, outras vezes como uma madura matrona. Lutei por semanas sem obter sucesso em soltar a voz. Então em um belo dia, de repente, algo aconteceu. Minha voz "escorregou alguns degraus" e veio parar em um local onde jamais estivera.

De repente, de supetão, o TIMBRE da minha voz tinha se tornado feminino. Não podia acreditar! Eu estava realmente SOANDO feminina. Dizia frases e TUDO soava feminino. Era incrível! Depois de todos os meus medos e preocupações... Foi quase como ser magicamente transformada em mulher!

Estava perto do fim do expediente quando isto ocorreu. Naquele momento eu estava trabalhando como Melanie, mas ainda indo para a casa (vivia com esposa e filhos) como Dave. Meus filhos ainda não sabiam da transição. Por isso a cada noite, no fim do expediente, tirava o esmalte e a maquiagem, mudava de roupas e ia para casa. Então decidi que era hora de voltar a ter minha "triste" voz e fazer as vezes de Dave. Mas, ao tentar, não pude encontrar minha antiga voz. Tentei novamente – nada! De repente senti que realmente TINHA sido transformada! Que algo tinha mudado a minha caixa vocal para uma forma feminina. Mas isso seria terrível!!! Minha esposa iria me matar!

Depois de meia hora de malsucedidas tentativas de sair daquela voz, nada mais me restava a fazer, senão ser encarar os fatos. Fui para casa, entrei. Mary disse: "Como foi seu dia?" Respondi "Bom", mas não era a voz do Dave e sim a da Melanie e Mary percebeu.

"O que há com sua voz?!", ela perguntou. Expliquei o que tinha acontecido e como tinha ficado preso nela. Ela me disse que seria bom eu imaginar uma maneira de conseguir fazer voltar minha voz antiga antes das crianças acordarem pela manhã. Fiz o que pude sem sucesso. Então, ao cabo de uma hora, mais ou menos, minha voz relaxou e a antiga voltou. Estava salva!!! Então me preocupei em não falar daquele jeito novamente. No final das contas, tinha ocorrido por acaso e eu de fato não sabia o que tinha provocado. Inicialmente, tinha PERDIDO minha nova voz. Mas então encontrei-a novamente e pratiquei, pratiquei pelo resto da noite como fazê-la entrar e sair.

Na manhã seguinte, a primeira coisa que fiz ao acordar foi tentar encontrar minha nova voz novamente e lá estava ela, ao meu comando! Nos meses que se seguiram trabalhei nos pontos finos da minha voz, adicionando os elementos incidentais que afetavam, não somente o som, mas na maneira de eu falar. E agora, quatro anos depois do ocorrido e dois anos depois de minha cirurgia posso afirmar que minha voz vai bem. Desejando, posso fazê-la entrar e sair quando quiser. Essa voz foi crucial no desenvolvimento da minha carreira, relacionamentos e, acima de tudo, minha voz feminina ajudou a desenvolver meu senso de identidade como Melanie.

Neste texto compartilharei com vocês como fiz e fornecerei todos os passos que você precisa para encontrar sua própria voz feminina.

Para iniciar, olhando para o caminho que tive de trilhar, descobri sete ferramentas importantes para o desenvolvimento de uma voz feminina. Seis delas trabalham na feminilidade mas o sétima é o segredo que, efetivamente, faz com que alguém SOE feminino. Descreverei-as brevemente e em seguida falaremos delas em detalhes. As sete ferramentas são: Tom, Ressonância, Alcance Dinâmico, Enunciação, Vocabulário, Gramática e Português Corporal.



TOM:

A maior parte das pessoas supõe que a diferença essencial entre homens e mulheres é o tom da voz. No entanto, devemos notar que a diferença dos tons entre os sexos é mínima. De fato, a sobreposição da variação entre os sexos permite para praticamente QUALQUER indivíduo seja aceito dentro das normas comuns de tons.

RESSONÂNCIA:

A ressonância é o verdadeiro segredo deste método. Ressonância é a modulação do tom que você tem, qualquer seja ele. É o invólucro da voz que dá o tom e determina o timbre. No decorrer deste texto descreverei um exercício simples que todos podem fazer para encontrar o local específico da sua voz e desenvolver uma verdadeira ressonância FEMININA.

ALCANCE DINÂMICO:

sábado, 4 de agosto de 2012

CONSIDERAÇÕES SOBRE O ATENDIMENTO ÀS TRAVESTIS E AOS TRANSEXUAIS NO CAMPO DA SAÚDE: A NECESSÁRIA INTERSEÇÃO DAS DEMAIS POLÍTICAS SOCIAIS PARA UM ATENDIMENTO DE QUALIDADE.





MÁRCIA CRISTINA SANTOS

1
Resumo:
As reflexões levantadas no presente trabalho são provenientes da intervenção de uma
equipe de assistentes sociais  do programa do processo transexualizador  de uma
instituição de ensino e saúde no Estado do Rio de Janeiro. Percebeu-se que as pessoas
transexuais e travestis  apresentam níveis de escolaridade baixos. Relatos dos usuários
atendidos apontam o isolamento no espaço escolar e a vergonha diante das humilhações
sofridas e provocadas, sobretudo pelos colegas de classe, como motivos do não
prosseguimento dos estudos e abandono escolar ainda no ensino fundamental. O
presente estudo trabalha com dados oriundos do atendimento social utilizando
informações da entrevista inicial buscando  articular a  dificuldade de inserção no
mercado de trabalho, a baixa escolaridade e baixa autoestima à problemática do acesso e
permanência na escola e a formação profissional.
Palavras-chave: Gênero, diversidade sexual, saúde coletiva, abandono escolar,
integralidade.
                                                       
1
Assistente Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro/ Hospital universitário Pedro
Ernesto. mcristinabrasil@hotmail.com.Introdução:
Esse tema surgiu como objeto de nossa reflexão a partir da intervenção
cotidiana na  condição de Assistente Social de uma equipe multiprofissional que
desenvolve parte de suas atividades laborativas e de pesquisa no Hospital Universitário
da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, um dos quatro Centros de Referência para
realização de cirurgias de redesignação sexual existentes atualmente no Brasil.
Por este motivo e, por ser um hospital universitário de grande porte, o HUPE, tornou-se
ao lado de outras três
2
grandes unidades de saúde do país, um dos Centros de Referência do
Processo Transexualizador no SUS. Entende-se por processo transexualizador “o conjunto de
alterações corporais e sociais que possibilitam a passagem do gênero atribuído para o gênero
identificado; a cirurgia de “redesignação sexual” não é a única etapa deste processo” (Bento, B.
2008: 146), cabendo ao sistema de saúde e demais segmentos das políticas públicas (educação,
assistência, previdência, justiça, entre outros) uma ampla e complexa teia de ações no sentido de
garantir o acesso e usufruto dos direitos humanos, princípios inalienáveis a serem perseguidos
incansavelmente por todos aqueles e aquelas que sonham com uma sociedade mais justa e
emancipada, na qual os direitos humanos mais básicos sejam respeitados e garantidos a todas e
todos.
O Hospital Universitário Pedro Ernesto e as ações de saúde voltadas para o
atendimento aos Transexuais.
O programa executor do Processo Transexualizador do SUS no Rio de Janeiro,
desenvolve-se atualmente no HUPE sob o nome GEN – Grupo de Atenção Integral à
Saúde Transexual. Inicialmente,  chamava-se “Grupo multidisciplinar de Atenção
Integral à Saúde do Portador de Disforia de Gênero”, mas em razão do “movimento de
despatologização”
3
, foi substituída  posteriormente a expressão “disforia de gênero” por
“saúde transexual”.
Em 2009, o Programa GEN contava com 129 usuários (as) em
acompanhamento, um número em constante crescimento. Destes, 116 eram mulheres
transexuais e 13 homens transexuais. Já haviam sido realizadas  47 cirurgias, 475
atendimentos urológicos,779 atendimentos em saúde mental, 320 atendimentos
especializados e o tempo médio de espera para a cirurgia após a liberação da saúde
mental era em torno de 36 meses (3 anos).
Como o HUPE é um dos quatro centros  de referência do processo
transexualizador brasileiro, ele recebe moradores do Rio de Janeiro (capital e interior) e

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Dicas de como sobreviver como transexual.




Bom, a maioria das transexuais vão dizer : Mas e ai,qual a novidade !   * rsrs *  mas as dicas servem também para explicar aos curiosos de plantão, que vez ou outra fazem aquelas perguntas que todas nós transexuais já conhecemos
Tipo = Como vocês conseguem esconder o penis ? * isso para as que não são operadas *
como fazemos pra ficar com corpo tão feminino.
Ou até mesmo perguntas do tipo = como se sente sendo uma transexual ? * amo ser transexual ..rsrs *
e muitas outras dúvidas que surgem da cabeça dos admiradores e curiosos.


Algumas técnicas para disfarçar o volume do órgão masculino

O método mais simples e rapido é chamado "Cache-Sex", comprado em lojas especializadas.semelhante a um slip,que achata opénis,
apertando este e os testículos. Não é muito confortável e pode ser até incomodativo.
Eu particularmente não gosto. rsrs







Os outros dois métodos são conhecidos por "Tucking" e "Taping".

TUCKING


O “tucking” é uma técnica de posicionar o pênis entre as pernas que faz com que o volume dos órgãos genitais masculinos fique mais “discreto” ou desapareça inteiramente. É um procedimento básico quando se deseja vestir alguma roupa mais curta,ou até mesmo um biquíni. A técnica de “tucking” está descrita abaixo, passo a passo.


1 – Fique de pé, com as pernas afastadas, o tronco inclinado para a frente
2 – Empurre os testículos, um de cada vez, para dentro da cavidade abdominal (veja a foto ao lado), como se “esvaziasse” a bolsa escrotal

3 – Mantenha os testículos dentro da cavidade abdominal e puxe o pênis para trás, firmando-o sobre os testículos já acomodados.

4 – Ajeite as bordas da bolsa escrotal, segure firme todo o conjunto e pressione as coxas uma contra a outra.

5 – Puxe a calcinha para cima e ajuste-a no lugar, a partir do meio das pernas e ajeite todo o conjunto para trás, no sentido cintura-nádegas. Se achar que não está suficientemente firme, basta usar uma segunda calcinha por cima da primeira.




  
TAPING

Este método é muito semelhante ao anterior, com a diferença que bolsa escrotal, ao invés de ficar sob o pénis (quando este é puxado para trás), neste método o escroto envolve o pénis, havendo uma fita que é enrolada ao escroto e pénis, dando a sensação de um lábios vaginais maiores. Essa fita é posteriormente puxada por entre as pernas. Este método é moroso, e requere mais cuidados, tanto na forma de apertar a fita ao escroto e pénis de forma a não restringir a irrigação contínua, como na própria fita a utilizar. Este método permite urinar sentado.



                                 
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CORPO E ALMA FEMININA

Bom, existem vários métodos para conseguir um corpo cheio de curvas e contornos,sonho de qualquer mulher. *tratamento hormonal correto*indicado por um médico,os hormônios ajudam muito o corpo a ganhar formas femininas naturalmente, cuidados com alimentação e exercícios.
Mas também existem cirurgias, para os casos de correção,feminilização facial,próteses de silicone de seios e glúteos e muitas outras cirurgias estéticas.
A saúde mental também é primordial para uma transexual,pois da mesma forma que uma mulher pode ser considerada deselegante por algumas atitudes, nós também estamos sujeitas a certos erros e deslizes.
Como mulheres,temos quase que uma obrigação de sermos delicadas, amigas, companheiras,compreensivas
mesmo quando  as vezes o resto do mundo não é com a gente.
 Ser uma mulher transexual, não tem só haver com aparência, mas também  com a alma e com o coração.


Em breve continuação...



sábado, 28 de julho de 2012

POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE INTEGRAL DE LÉSBICAS, GAYS, BISSEXUAIS, TRAVESTIS E TRANSEXUAIS


                                                         MINISTÉRIO DA SAÚDE


POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE INTEGRAL DE LÉSBICAS, GAYS,
BISSEXUAIS, TRAVESTIS E TRANSEXUAIS

Brasília – DF
20101
SUMÁRIO
Apresentação......................................................................................................... 2
1. Introdução.......................................................................................................... 4
2. A Luta pelo Direito à Saúde de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e
Transexuais ........................................................................................................... 6
3. Orientação sexual e identidade de gênero na determinação social de
saúde de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) ....... 10
4. Política Nacional de  Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais,
Travestis e Transexuais...................................................................................... 14
4.1. Marca ......................................................................................................... 14
4.2. Diretrizes Gerais ....................................................................................... 15
4.3. Objetivo Geral ........................................................................................... 16
4.4. Objetivos Específicos............................................................................... 16
4.5. Responsabilidades e Atribuições relacionadas à Política .................... 18
4.5.1. Ministério da Saúde e Órgão Vinculados ...................................... 18
4.5.2. Secretarias Estaduais de Saúde..................................................... 20
4.5.3. Secretaria Municipal de Saúde....................................................... 21
5. Referências Bibliográficas ............................................................................. 232
Apresentação
O Ministério da Saúde apresenta a Política Nacional de Saúde Integral de
Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) para ser
implementada no  Sistema Único de Saúde (SUS). Sua formulação seguiu as
diretrizes de Governo  expressas no Programa Brasil sem Homofobia,  que foi
coordenado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da
República (SEDH/PR) e que atualmente compõe o Programa Nacional de Direitos
Humanos (PNDH 3).
Desde a década de 80, o Ministério da Saúde adotou estratégias para o
enfrentamento da epidemia do HIV/AIDS e contou para isso com a parceria dos
movimentos sociais vinculados a defesa dos direitos da população de LGBT. Esta
estratégia fortaleceu a participação destes grupos na luta pela saúde.
O posterior reconhecimento da complexidade da saúde de LGBT exigiu que
o movimento social articulasse com outras áreas do Ministério da Saúde e,
conseqüentemente, ampliasse o conjunto de suas demandas em saúde. A
construção desta Política representa esse novo momento, resguardando as
especificidades de lésbicas, de gays, de bissexuais, de travestis e de transexuais
no que diz respeito ao processo saúde-doença.
Portanto esta Política tem caráter transversal e, por isso, envolve todas as
áreas do Ministério da Saúde tais como as  relacionadas à produção de
conhecimento, participação social, promoção, atenção e cuidado.  Sua formulação
contou com participação de diversas lideranças, técnicos e pesquisadores e foi
submetida à consulta pública antes de ser apresentada e aprovada pelo Conselho
Nacional de Saúde (CNS).
Sua implementação requer desafios e compromissos das instâncias de
Governo, especialmente das Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, dos
Conselhos de Saúde e de todas as áreas do Ministério da Saúde. Da mesma
forma,  é imprescindível a ação da sociedade civil nas suas mais variadas
modalidades de organização que tensionam os governos para a garantia do direito
à saúde. 3
A Política LGBT compõe-se de um conjunto de diretrizes cuja
operacionalização requer planos contendo estratégias e metas sanitárias. Na
condução desse processo deverão ser implementadas ações para eliminar a
discriminação contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. Este deve
ser um compromisso ético-político para todas as instâncias do SUS, de seus
gestores, conselheiros, de técnicos e de trabalhadores de saúde.
MINISTÉRIO DA SAÚDE4

sábado, 21 de julho de 2012

A experiência transexual no contexto hospital




(versão preliminar)

Dra. Berenice Bento
(pesquisadora associada do Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília-Brasil)
 

O objetivo desse artigo é apresentar e problematizar os critérios definidos nos
protocolos médicos para a produção do diagnóstico médico sobre os/as demandantes às
cirurgias de transgenitalização. Dividiremos as discussões em duas partes. Na primeira, nos
aproximaremos das definições consagradas nos documentos oficiais
1
 que determinam os
procedimentos que se devem seguir para a produção do diagnóstico. Na segunda, veremos
como estes procedimentos são vivenciados no quotidiano hospitalar pelos/as transexuais.
Antes, porém, faremos um breve apartado histórico com o objetivo de contextualizar a
problemática transexual
2
.
1. Uma aproximação histórica
Em 1910, o sexólogo Magnus Hirschfeld utilizou o termo “transexualpsíquico” para se
referir a travestis fetichistas (Castel, 2001). Este termo voltou a ser utilizado em 1949, quando
Cauldwell publica um estudo de caso de um transexual que queria se masculinizar.  Neste
trabalho são esboçadas algumas características que viriam a ser consideradas como exclusivas
dos/as transexuais. Até então, não havia uma nítida separação entre transexuais, travestis e
homossexuais.
 Na década de 1950, começam a surgir publicações que registram e defendem a
especificidade do “fenômeno transexual”. Estas reflexões podem ser consideradas como o
início da construção do “dispositivo da transexualidade”

Despatologização das identidades trans.




Por Berenice Bento
O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, documento oficial da Associação Psiquiátrica Norte-Americana (APA) começou a ser publicado em 1952 (1). Em 2013 será publicada a 5ª. versão do. Desde que o gênero passou a ser uma categoria diagnóstica, no início dos anos 1980 (4ª. versão do DSM), é a primeira vez que ocorre um movimento globalizado pela retirada da transexualidade do rol das doenças identificáveis como transtornos mentais. De forma rizomática, o movimento “Pare a Patologização!”consegue adesões em vários países, o que revela não só a capacidade de resistência de múltiplas vozes que se unem contra o poder da APA, mas também o alcance e poder da APA.

Quem são os(as) normais e os(as) transtornados(as) de gênero?
A Campanha pelo fim do diagnóstico de gênero tem que enfrentar argumentos que utilizam como estratégica discursiva a diferença sexual natural dos corpos como origem explicativa das identidades. Apresentp alguns dos argumentos em defesa da patologização do gênero e sua problematização em blocos. Ressalto a preferência, aqui, em nomear “patologização do gênero” em vez de “psiquiatrização do gênero”, por entender que há um conjunto de saberes polimorfos que se articulam para produzir as normas e os normais de gênero. Embora o DSM seja um documento de caráter psiquiátrico, ele só consegue se materializar em políticas do corpo nos programas de identidade de gênero e em políticas de Estado, uma vez que compartilha com os outros saberes as mesmas bases fundacionais definidoras do gênero.
Argumento I – Diferença natural entre os gêneros
“Transexuais e travestis são doentes porque ou se nasce homem ou se nasce mulher.”
Este argumento circula amplamente em todas as esferas e relações sociais. Contudo, não se pode identificá-lo como pertencente exclusivamente ao chamado senso comum. Aqui, senso comum e pensamento científico hegemônico se retroalimentam, tornando difícil identificar onde começa um e termina outro. O senso comum afirma que é provado cientificamente que homens e mulheres são radicalmente diferentes e nada se pode fazer contra a diferença sexual. O pensamento científico hegemônico se apropria das recorrências observáveis nas relações entre os gêneros para conferir cientificidade aos seus achados, reforçando circularmente a diferença sexual natural.
Caberia aqui uma discussão sociológica, histórica e antropológica das múltiplas configurações e performances de gêneros e de práticas eróticas em outras sociedades e em nossa própria, para sustentar nossa tese de que o gênero é um assunto de poder. Portanto, discutir gênero é se situar em um espaço de lutas marcado por interesses múltiplos. A natureza do gênero é ser desde sempre cultura. Nas últimas décadas, esta disputa interna e externa ao mundo acadêmico ficou explicitada. Cientistas sociais, historiadoras(es), filósofas(os) e alguns setores do ativismo LGBTTI vêm produzindo discursos contra-hegemônicos ao poder/saber da biomedicina.
A tensão desse debate é potencializada quando se faz um recorte vinculando-o às questões das pessoas transexuais e travestis. Nesse momento, emerge outras configurações discursivas apresentadas a favor da manutenção do gênero como categoria diagnóstica.
Argumento II – A visão suicidógena

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Alguns regimes hormonais e procedimentos

Este texto foi traduzido automaticamente com google tradutor, por tanto, pode haver erros de tradução
foi retirado do site =  http://www.transgendercare.com



TransGenderCare
hormonais Regimes

Tivemos muitos pedidos de mulheres transexuais, bem como profissionais de ajuda para os nossos esquemas hormonais feminização. Contido abaixo as descrições das terapias com drogas específicas e regimes listados no formato tabular.

O primeiro passo na terapia feminizantes é determinar o que o indivíduo quer para atingir, em que a velocidade, e para que as considerações de saúde podem desempenhar um factor no processo. A maioria dos indivíduos tinha vindo até nós para feminização completa, e desejou um programa médico que deve atingir os seus objetivos mais rapidamente, mantendo a boa saúde de cada um. Naturalmente, no dia-a-dia da prática existem muitas variações sobre o tema. Aqui estamos olhando para o regime normal, sendo que a feminização completa.

Nosso regime de feminização foi desenvolvido com muita pesquisa, e ao longo de muitos anos de tentativa e erro. Nosso objetivo era alcançar:

A feminização máximo no menor período de tempo.

Menor número os indesejáveis ​​efeitos colaterais, tanto físicos quanto emocionais.
Ao olhar para o processo de feminização, vê-se que tem dois aspectos: atingir atributos femininos, tais como desenvolvimento de mamas, plenitude nos quadris, textura mais suave na pele, etc, e livrar-se de atributos masculinos, como corpo muscular excessiva superior desenvolvimento, o corpo do cabelo, a perda de cabelo padrão do couro cabeludo, crescimento da barba, etc

Terapia feminização, em si, geralmente é abordado a partir de uma de duas maneiras. A bifurcação na estrada toma a forma de se primordial importância é dada ao estrogênio ou testosterona. A partir desta divisão principal, vêm outras preocupações secundárias.